Marcos Abrão defende justiça social em artigo no jornal O Popular

14 de fevereiro de 2018

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Confira, na íntegra, o artigo de opinião do deputado Marcos Abrão, publicado no jornal O Popular, no dia 14 de fevereiro:

A Assembleia Geral das Nações Unidas comemora em 20 de fevereiro o Dia Mundial da Justiça Social, imperativo ético que de acordo com a ONU deveria nortear o mundo rumo à garantia da plenitude da dignidade humana. É um conceito amplo que ultrapassa a ideia de assegurar direitos e liberdades fundamentais a todos, pregando que é preciso igualdade de oportunidades e um desenvolvimento que tenha foco nas pessoas.

A justiça social demanda condições de vida equitativas, emprego, proteção social, respeito à integridade do ser humano, harmonia com o meio ambiente, acesso a uma educação de qualidade, ao bem-estar social, à justiça, à manifestação cultural, à participação política. Na prática, é o combate a toda forma de desigualdade, preconceito, marginalidade e exclusão.

Mesmo sendo um dos pilares da Constituição Brasileira, a justiça social é uma concepção distante da nossa realidade, fortemente marcada pela desigualdade, pobreza, violência urbana, vulnerabilidade, desemprego estrutural e precarização das condições de trabalho. Para tentar contornar a situação foram criadas políticas públicas como o sistema de cotas e o programa Bolsa Família, por exemplo. Entretanto, a busca pela justiça social, para erradicar desequilíbrios tão profundos, exige mais esforço de todos nós.

Como gestor público, incentivei a criação de galpões industriais pelo interior do estado para oferecer cursos profissionalizantes a pessoas de baixa renda, reformulei o Cheque Reforma, atendendo a milhares de famílias com a reestruturação de imóveis precários, entre outras ações.
Como deputado federal, apresentei projetos de lei como o PL 3446, que destina recursos para micro e pequenos produtores, o PL 7.194, que amplia a reserva de casas construídas com recursos públicos para pessoas com deficiência e o PL 2098, que torna obrigatório descontos para professores na compra de materiais didáticos.

No entanto, a luta por um desenvolvimento igualitário não pode ficar restrita a um ou outro ambiente político/institucional, sob a pena de incorrermos em iniciativas isoladas, com resultados pouco abrangentes. É uma luta diária, de cada um de nós, ao olhar as necessidades do outro, na busca pela integração, no esforço para que todas as nossas ações sejam pautadas pela ética, pelo respeito, no voto consciente, na empatia nas relações de trabalho. O poder público tem a obrigação de lançar as bases, de alicerçar um mundo mais justo, mas essa construção é uma responsabilidade de todos.