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15 de agosto de 2017 2017-08-17-PHOTO-00000049
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“Romaria do Muquém é uma grande manifestação de fé”, diz Marcos Abrão

O deputado federal Marcos Abrão (PPS) participou, nesta terça-feira, 15, da missa solene em louvor a Nossa Senhora D´Abadia, na tradicional Romaria do Muquém, em Niquelândia. Acompanhado pela senadora Lúcia Vânia (PSB) e pelo prefeito de Niquelândia, Valdeto Ferreira (PSB), o deputado destacou a importância da festa, que acaba de completar 269 anos.

“Participo dessa festa há anos. A Romaria do Muquém atrai gente não só de Goiás, mas de todo o Brasil. Muita gente vem aqui para pagar promessas, buscar curas, agradecer. Essa é uma festa muito bonita, uma verdadeira manifestação de fé”, declarou o deputado.

A senadora Lúcia Vânia, que também vai ao Muquém todo ano, enfatizou que o número de fiéis tem aumentado com o passar do tempo, o que colabora para que a tradição da festa seja mantida e se fortaleça cada vez mais.

“O povo goiano guarda uma religiosidade muito grande. A Romaria de Nossa Senhora D’Abadia de Muquém é tradição em Goiás. Participo dessa festa há muitos anos, mesmo antes de ter mandato, e ela faz parte da história de milhares de famílias do nosso estado”, ressaltou Lúcia Vânia.

O prefeito de Niquelândia, Valdeto Ferreira (PSB), recepcionou a senadora e o deputado Marcos Abrão na chegada ao município e os acompanhou também durante a celebração no Santuário, que foi comandada pelo bispo da Diocese de Uruaçu, Dom Messias Reis.

Anfitrião da festa, Valdeto agradeceu os parlamentares pela presença, e pelo apoio que ambos têm dado à gestão municipal. O deputado destinou emendas à saúde do município e a senadora é grande parceira do prefeito que é também do seu partido, o PSB.

“O Valdeto está se esforçando para colocar a casa em ordem. Ele pegou a prefeitura com dificuldades e a gente está ajudando a viabilizar os recursos para que a gestão dele possa deslanchar e corresponder às expectativas da população de Niquelândia. Ele já foi prefeito antes e foi muito bem avaliado, e tenho certeza de que dessa vez não será diferente”, enfatizou Lúcia Vânia.

15 de agosto de 2017 Deputado defende reforma política
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“Distritão mantém tudo como está”, afirma Marcos Abrão

Em entrevista à Rádio Mil FM nesta segunda feira (14), o deputado federal Marcos Abrão (PPS) criticou a utilização do Distritão para a escolha de deputados e vereadores. “O Distritão só irá favorecer os candidatos mais conhecidos e com mais dinheiro, o que piora os índices de renovação na política. O sistema fortalece projetos individuais, não diminui os custos das campanhas, mantém tudo como está. Nós estaremos apenas fazendo mais uma eleição majoritária”, disse o parlamentar.

O Distritão transforma cada estado ou município em um distrito eleitoral e saem vencedores os candidatos mais votados. Essa alteração foi aprovada na comissão da Câmara dos Deputados que analisa a reforma política. “Na minha visão não é o ideal. A política precisa ser um espaço para quem tem vocação, para quem quer servir e não para quem tem dinheiro, não como um negócio”, defendeu o deputado.

No entanto, o presidente do PPS em Goiás defende que o país empreenda uma reforma política. “O atual sistema político brasileiro está falido. Um levantamento do Instituto Ipsos divulgado neste fim de semana mostrou que 94% das pessoas não se sentem representadas pelo Congresso Nacional, isso é muito grave. Nós já discutimos uma série de reformas, mas a mais urgente de todas é a reforma política. A sociedade espera essa mudança”, afirmou.

“Não dá mais para convivermos com essa quantidade enorme de partidos e com minorias sem nenhuma representatividade, com fundo partidário, com campanhas políticas que custam milhões de reais. As pessoas não toleram mais o sistema político que temos hoje”, pontuou Marcos Abrão.

10 de agosto de 2017 IMG_0491
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Marcos Abrão discute em audiência pública situação da BR-040

O deputado federal Marcos Abrão (PPS) participou nesta quinta-feira, 10, de audiência pública realizada na Comissão de Viação e Transporte, da Câmara dos Deputados, para discutir a situação da BR-040, no que se refere à iluminação pública e outras benfeitorias, no trecho entre Valparaíso de Goiás e Luziânia. A audiência foi proposta pelo deputado federal Roberto Balestra (PP), que também presidiu a sessão.

“Tenho participado de todas as discussões que envolvem a situação das rodovias que cortam o nosso estado, por entender que esse é um tema importante, para o desenvolvimento de Goiás e para a segurança da população que trafega por nossas estradas”, destacou Marcos Abrão, que é membro titular da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal.

Durante a audiência pública, o parlamentar destacou os problemas dos contratos que, segundo ele, são comuns em concessões de obras das rodovias brasileiras. “É recorrente a gente tratar desse tipo de assunto, como na BR-070, na BR-153, e nas artérias federais que passam no nosso estado de Goiás. Pior ainda é a tendência desses problemas se agravarem, uma vez que as pessoas naturalmente buscam morar nos aglomerados urbanos maiores, o que aumenta o fluxo de pessoas perto dessas rodovias e a possibilidade de acidentes”, ressaltou Marcos Abrão.

Como forma de resolver essa situação, que é recorrente nas rodovias brasileiras, o parlamentar se dispôs a sugerir ao Ministério dos Transportes que faça uma revisão nos projetos futuros de concessões das obras em rodovias, “para termos menos problemas e preservar vidas”.

8 de agosto de 2017 IMG_0425
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Marcos Abrão quer trazer oficina do Ministério da Cultura a Goiânia

O deputado federal Marcos Abrão (PPS) quer que o Ministério da Cultura promova em Goiânia uma oficina para orientar candidatos a se inscreverem no prêmio Culturas Populares Leandro Gomes de Barros, que vai contemplar 500 iniciativas em todo o país que fortaleçam as expressões culturais populares brasileiras. Em audiência realizada nesta terça-feira, 8, com o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e a senadora Lúcia Vânia (PSB), o parlamentar destacou a riqueza da cultura goiana e pediu ao ministro que realize uma oficina na capital.

“O Ministério da Cultura tem promovido oficinas em todo o país. E, nada mais justo do que realizar uma oficina aqui em Goiás também. Temos uma cultura rica e nossos artistas têm grandes chances de serem contemplados com essa premiação, no valor de R$10 mil, desde que tomem conhecimento da sua existência e das regras de inscrição”, argumenta Marcos Abrão.

Sobre o Prêmio

Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Cultura, este é o primeiro edital de cultura popular lançado pelo MinC desde 2012 e o maior em número de premiações. Os candidatos poderão se inscrever para participar do edital até 28 de agosto, on-line ou por via postal.

Entre os critérios avaliados para obter a premiação estão: contribuição sociocultural que o projeto proporcionou às comunidades; melhoria da qualidade de vida das comunidades a partir de suas práticas culturais; e impacto social e contribuição para a preservação da memória e para a manutenção das atividades dos grupos, entre outros.

Das 500 premiações, 200 serão destinadas a pessoas físicas, outras 200 a coletivos culturais sem constituição jurídica, 80 a pessoas jurídicas sem fins lucrativos e com natureza ou finalidade cultural e 20 a herdeiros de mestres já falecidos (In Memorian), em homenagem à dedicação do trabalho voltado aos saberes e fazeres populares e às expressões culturais, com reconhecimento da comunidade onde viveram e atuaram.

8 de agosto de 2017 2017-08-25-PHOTO-00001091
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“Artesanato de Olhos D’Água enriquece a cultura de Goiás”, diz Marcos Abrão

Em visita a Alexânia, no último sábado, 5, o deputado federal Marcos Abrão (PPS) conheceu um pouco mais do trabalho desenvolvido pelos artesãos do Distrito de Olhos D’Água. Acompanhado pelo prefeito de Alexânia, Allysson Lima, do presidente do PPS, vereador Professor Dorivaldo, e de amigos e lideranças políticas do município, o parlamentar visitou o ateliê de três importantes artistas locais: Fatinha Bastos, Hilda Freire e Sebastião Lourenço.

“Fico muito feliz de ver a riqueza do artesanato produzido pelos artistas de Olhos D’Água. Já tinha visto matérias na TV sobre artesãos daqui, mas ainda não tinha visto de perto o trabalho que desenvolvem. Conversei com eles e quero poder ajudá-los a divulgar ainda mais a arte produzida aqui para todo o Brasil”, ressaltou Marcos Abrão.

No ateliê da Fatinha, o deputado conheceu as peças feitas, pela artista, com palha de milho e folhas de bananeira. No ateliê da Hilda Freire, ele pôde ver as esculturas feitas pela artesã em argila, e se impressionou com as peças esculpidas em homenagem à pintora mexicana Frida Kahlo. E, no ateliê do Lourenço, Marcos Abrão conheceu o trabalho desenvolvido pelo artista em cerâmica e argila, e conversou sobre a história do artesão, que trocou a vida agitada de Brasília pela tranquilidade do Distrito de Alexânia.

“Essa visita a Olhos D’Água mostra o quanto nossa cultura é rica. Aqui, tive a oportunidade de conhecer três artistas muito talentosos. Cada um faz um tipo de artesanato diferente, e os três conquistaram minha admiração”, destacou o parlamentar. “Quero voltar mais vezes, conhecer um pouco mais da história desse lugar e das pessoas que vivem aqui. Esses artesãos enriquecem a cultura do nosso estado com seu talento. Além disso, quero visitar a tradicional Feira do Troca, que é realizada todos os anos e atrai gente de todo lugar”, finalizou.

8 de agosto de 2017 Marcos Abrão, presidente da sigla em Goiás
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Encontro do PPS reúne lideranças em Alexânia

Com o objetivo de discutir diretrizes e fortalecer o PPS para o pleito de 2018, lideranças do partido promoveram uma reunião, realizada neste sábado, 5, em Alexânia, com a presença do presidente da legenda em Goiás, deputado federal Marcos Abrão, e de lideranças das cidades de Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, Anápolis, Cocalzinho, Valparaíso, Cidade Ocidental, Alexânia e do distrito de Olhos D’Água.

Durante o encontro, Marcos Abrão elogiou a postura do PPS nacional, que dá autonomia aos deputados da legenda em Brasília e ressaltou que, em Goiás, essa realidade não é diferente. “Eu quero que o PPS cresça. Trabalho para isso, e, por isso, dou espaço para nossas lideranças. Não tenho vocação para ser dono de partido, e nem quero”, destacou.

Como exemplo da autonomia que tem no partido, Marcos Abrão citou seu voto pelo prosseguimento da investigação do presidente Michel Temer. “O PPS nos deu liberdade para escolher o caminho e votei de acordo com minha consciência. Estou sempre em contato direto com a população e não poderia decepcionar as mais de 90 mil pessoas que me deram um voto de confiança. Não aceito ser tutelado, não abro mão da minha independência. Escolhi o PPS para me filiar e sinto que fiz a escolha certa”, afirmou o deputado.

Em sua fala, Marcos Abrão defendeu que o partido precisa lançar candidatos a deputado federal e estadual para se fortalecer no Estado. Atualmente, ele é o único deputado federal eleito pela legenda em Goiás, que conta também com o deputado estadual Virmondes Cruvinel na Assembleia Legislativa. “O PPS não é satélite de nenhum outro partido e a melhor forma de mostrar isso e de nos fortalecer é lançando candidatos nas eleições do ano que vem”, ressaltou.

Prefeito de Alexânia e um dos organizadores do encontro, Allysson Lima, elogiou a postura do deputado na Câmara Federal e destacou que o partido tem o compromisso de trabalhar para crescer em 2018. “Tenho muito orgulho da atuação do deputado Marcos Abrão, nos sentimos representados por ele e temos o compromisso de reelegê-lo em 2018 e de aumentar nossa bancada”, ressaltou o prefeito do PPS.

Representando as mulheres do partido, a professora Lúcia Caetano, de Planaltina, destacou a importância das mulheres no cenário político atual, onde elas correspondem a maioria do eleitorado brasileiro. “As mulheres não podem ser cota. Estamos conquistando a cada dia o nosso espaço, porque temos competência e capacidade e precisamos ser ouvidas e respeitadas. Espero que o PPS tenha sempre essa visão de dar voz a nós mulheres”, frisou a professora.

Coordenadora Estadual da Juventude do PPS (JPS), Thairiny Guimarães, discursou em nome da juventude e ressaltou a importância que o partido dá às jovens lideranças, que representam o futuro da sigla. “Admiro o PPS pela abertura e independência que dá à juventude. Nosso intuito é a formação política dos jovens, para que não fiquem apenas nas críticas pelas redes sociais e façam a diferença real na política, começando pelo seu município, sendo candidatos a vereadores, vice ou prefeitos, e até mesmo serem líderes de bairro, presidentes de classe, enfim, para que participem ativamente da política. Somente assim, com jovens politizados, iremos construir um novo país”, defende Thairiny.

Durante o encontro, além das discussões partidárias, foi realizada a filiação de novos membros de todos os municípios que participaram do evento.

7 de agosto de 2017 Foto Marcos Abrão - Sergio Willian
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“Congresso deve priorizar Reforma Política”, defende Marcos Abrão

O deputado federal Marcos Abrão (PPS) voltou a defender que o Congresso Nacional deve priorizar a Reforma Política em detrimento da Reforma da Previdência proposta pelo governo federal. Em entrevista à Rádio 730, nesta segunda-feira, 7, o parlamentar afirmou que, “todo o sistema político brasileiro precisa ser reformado, essa reforma é uma necessidade urgente e é essa a reforma que a sociedade quer”.

Segundo Marcos Abrão, o Congresso Nacional tem prazo até o final de setembro para fazer a Reforma Política, se tiver vontade, mesmo que seja uma reforma parcial. “É preciso mudar as regras para melhorar o sistema. Para isso, defendo que a gente defina uma regra de transição porque não podemos mudar esse jogo no meio dele. Os partidos precisam se preparar para a mudança e a democracia é assim, precisa ir mudando e se adequando de acordo com a nossa realidade”.

Marcos Abrão defende o voto distrital misto que, segundo ele, é uma forma de garantir a representatividade das minorias na proporcionalidade e no distrito. “Hoje, fazer campanha política em mais de duzentos municípios é inviável. Goiás tem 246 cidades, mas nenhum deputado federal tem representatividade em todas elas”, destaca o parlamentar que defende também o financiamento público de campanha.

“Precisamos baixar o custo das eleições. As campanhas políticas precisam se voltar às pessoas que querem fazer política por vocação e não para quem quer fazer negócio”, enfatizou o parlamentar.

Durante a entrevista, o deputado foi questionado também sobre o voto que deu pelo prosseguimento das investigações do presidente Michel Temer. Em resposta, ele afirmou que votou como mandou sua consciência. “Votei em nome da transparência, em nome de um país melhor, tendo em vista o que a sociedade espera hoje de uma pessoa que tem mandato. E deve ficar claro que votamos autorizando uma investigação. Não estamos condenando ninguém”, frisou Marcos Abrão.

7 de agosto de 2017 Deputado se reúne com titulares da PGE e da Casa Civil
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Marcos Abrão quer reduzir burocracia na legalização de assentamentos

Em reunião com o Procurador-Geral do Estado, Alexandre Tocantins, e o Secretário de Estado da Casa Civil, José Carlos Siqueira, o deputado federal Marcos Abrão (PPS) discutiu alternativas para tornar menos burocráticos os processos de regularização fundiária no estado.

Referência em assuntos de Habitação, o parlamentar afirma que “com medidas simples, como a alteração do trecho da lei que trata da publicidade dos processos, podemos tornar a regularização mais rápida, menos dispendiosa para o estado e mais eficiente”, afirmou Marcos Abrão durante a conversa na tarde desta quinta-feira.

Atualmente, os editais dos processos de regularização precisam ser publicados no Diário Oficial do Estado e em jornal de grande circulação, para que seja atestado que o público está informado do trâmite. “Nós temos outras maneiras, como a realização de uma audiência pública, por exemplo, para que a população seja informada do que está acontecendo sem precisar de pagar por essas publicações”, pontuou o deputado.

“Ter condições de comprovar a propriedade do seu imóvel é tão importante quanto o direito à moradia, nós precisamos dar mais tranquilidade para as milhares de famílias goianas que esperam a regularização do local onde moram”, disse.

31 de julho de 2017 Entrevista DM
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“O Brasil será melhor depois da Lava Jato”

O deputado federal Marcos Abrão (PPS-GO) concedeu entrevista ao jornal Diário da Manhã nesta semana, confira abaixo a íntegra da publicação:

 

Pelo que o senhor sente na Câmara Federal, Michel Temer fecha esse ano na presidência da República ou não?

Eu acredito que a votação da denúncia na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados já nos aponta os rumos da tramitação dessa matéria na casa, do que acontecerá no plenário. Acho difícil reunir dois terços dos deputados para encerrar o mandato do presidente Temer.

 

O senhor acha que ele cometeu erros graves e que deve pagar com o mandato?

Estamos falando do afastamento de um presidente da República, é algo grave e que precisa ser minunciosamente observado, averiguado. E é preciso pensar também na estabilidade econômica e política do país, para que a gente não agrave a situação de crise que os brasileiros estão enfrentando. São mais de 14 milhões de desempregados no Brasil hoje. Nós precisamos pensar em todos esses fatores.

 

São dois presidentes caindo em 2 anos. Na visão do senhor isso ensina algo para o povo brasileiro?

Nós vivemos hoje uma crise moral. As pessoas que utilizam recursos públicos para cometer atos ilícitos precisam fazer uma reflexão. O país de 2014 não é o país que vamos encontrar em 2018. A sociedade não tolera mais a corrupção e a classe política hoje enfrenta um descrédito muito grande. Mas, eu acredito que isso será positivo no sentido de que mostra para as pessoas a importância do voto, a importância de escolher seus representantes, de conhecer o trabalho das pessoas a quem se está conferindo um mandato. E será positivo também porque esse cenário incentiva as pessoas de bem a participarem da política, a serem gestores públicos, a darem a sua contribuição para tornar nossa sociedade melhor. As pessoas que participam das atividades políticas precisam estar ali para servir, para se doar ao outro, e não para ser servido, para se servir do poder público.

 

O senhor acredita que a Operação Lava Jato corre o risco de ser extinta?

Não, pelo contrário. Apesar de todo esse cenário de crise que estamos discutindo, as instituições brasileiras estão funcionando perfeitamente e demonstrando sua força, demonstrando o resultado da indignação da sociedade. Eu acredito que a Lava Jato será um marco na política e na história brasileira.

A sensação que nós temos é de que a corrupção nunca acaba. Como é que o senhor quantifica isso em prejuízos para o país?

A corrupção causa o pior mal que pode atingir a nossa população que é o cerceamento de futuro. Quando você se depara com esse tipo de atitude, estamos vendo recursos que poderiam ser investidos em educação, saúde, segurança, cultura sendo escoados de forma ilícita para particulares. Isso é muito triste, porque deixa mais precário o presente da nossa sociedade e nos impede de construir um futuro mais digno.

 

Que país o senhor acredita que teremos após essa crise política?

Não é qualquer país que consegue caminhar após a retirada de um presidente, após a derrubada de um presidente da Câmara dos Deputados e tendo a possibilidade de queda de outro presidente da República. Isso mostra a solidez das nossas instituições, do estado democrático de direito que construímos. Eu acredito que, após essa crise, nós teremos uma classe política alertada sobre a forma como deve desempenhar suas funções, a intolerância em relação a qualquer tipo de atos de corrupção e a sociedade mais preocupada com a política, mais consciente na hora de votar. Teremos um país melhor e mais maduro para lidar com a democracia.

 

O Brasil chegará ao ponto de reformar o sistema político, como tem acontecido hoje na França?

A reforma política é urgente no Brasil. Não tem condições uma campanha política custar o que custou em 2014. Só agora estamos vendo de onde esses recursos foram retirados e o quanto isso sai caro para a população brasileira. A reforma política é a reforma mais urgente e mais necessária para o país hoje, e eu acredito que com o clamor da população nesse sentido chegaremos sim ao ponto de reformar o sistema.

 

Já foi possível realizar a entrega de alguma emenda que é parte do orçamento impositivo da Câmara dos Deputados?

Eu já tive condições de entregar emendas em mais de 30 municípios, levando benefícios para a população de todas as regiões do estado. Entreguei máquinas, tratores, consegui reformar hospitais, escolas, levar recursos para os municípios que eu tenho representação e mesmo as cidades das quais não sou representante. Tenho utilizado essas emendas para ajudar as prefeituras e principalmente respaldar a população, que foi quem me deu a oportunidade de ter um mandato na Câmara Federal.

 

O senhor tem trabalhado muito pela área da Habitação. Como tem sido esse trabalho na Câmara Federal?

Eu fui presidente da Agência Goiana de Habitação e criei o Cheque Mais Moradia, que é o maior programa habitacional da história de Goiás, além do Casa Legal, que já regularizou e entregou gratuitamente mais de 17 mil escrituras no estado. Durante a realização desses trabalhos eu sempre esbarrei na questão legal, em empecilhos e pontos de desatualização na legislação, em situações em que eu precisava do acesso à Câmara Federal. Agora, recentemente, eu tive a oportunidade de alterar a lei de regularização fundiária, para permitir a entrega de mais escrituras e de contribuir com a aprovação da medida provisória 759, que no artigo 80 ordena a retomada de milhares de construções do Minha Casa Minha Vida Sub-50, que estavam paralisadas. São diversas as situações em que é preciso mudanças na legislação e que exigem a presença na Câmara Federal para lutar pelo direito à moradia e pelas demandas de Habitação do estado de Goiás.

 

O senhor tem acompanhado algumas caravanas do Goiás na Frente, enquanto a senadora Lúcia Vânia tem faltado. O que está acontecendo?

Eu tenho ido sempre que me convidam. Sempre vou aos municípios que eu represento. A questão da senadora acredito que seja em função de agenda. Afinal, nós ajudamos a construir esse governo que está aí. Esse governo não foi construído por uma pessoa, mas dentro de um conjunto de forças políticas do qual sempre fizemos parte no Estado de Goiás.

 

Quando se fala em construção de casas para quem precisa, Marcos Abrão foi quem deu essa arrancada e construiu casas em todo o Estado de Goiás.

Eu tive a oportunidade de desenvolver um bom trabalho na presidência da Agehab, e tenho tido a oportunidade de ajudar o governo do Estado de Goiás em todas as demandas de habitação em Brasília. Em várias situações em que o governo e os municípios goianos precisam de uma voz na Câmara Federal na área de Habitação eu estou sempre à disposição.

 

A oposição tem dito que o Goiás na Frente é um programa eleitoreiro. Qual a opinião do senhor sobre o programa?

A iniciativa é muito boa, vai amenizar a situação de dificuldade dos nossos municípios, e é importante a gente frisar que são impostos que estão sendo devolvidos para a população. Ninguém está fazendo favor para ninguém, precisamos acompanhar todas as ações para que esses recursos alcancem realmente as pessoas, em forma de melhoria, de benefícios, de obras. Mas eu não acredito que seja um programa eleitoreiro, a nossa sociedade hoje é politizada e sabe distinguir uma iniciativa de governo, como é o Goiás na Frente, de programas eleitoreiros. Até 2018, a população terá tempo de avaliar o programa e julgar. É a sociedade quem vai julgar no ano que vem se o deputado tem sido um bom deputado, se o governador tem sido um bom governador, se o senador tem sido um bom senador e teremos a oportunidade de manter ou de mudar, de decidir o rumo que queremos tomar. Eu acredito que os goianos têm condições de tomar essa decisão sem qualquer influência.

 

O governador está falando que vai construir 30 mil casas em Goiás até o fim do ano que vem. O senhor que começou esse processo de construção de moradias de interesse social no estado acha que isso é possível?

É possível desde que a Agehab tenha autonomia para trabalhar. Precisamos deixar muito claro que o trabalho de construção de casas depende de vários órgãos públicos, de dezenas de documentos e a Agehab hoje presta um serviço de excelência no estado e no Brasil. Agora, precisa ficar muito claro que se politizarem a gestão na Agehab, dificilmente essas casas serão construídas.

 

Como está a situação do Cartão Reforma, que o governo federal copiou do Cheque Mais Moradia?

O Cartão Reforma é um programa ainda em fase de implementação pelo Governo Federal em alguns municípios que serão pilotos e eu espero que rapidamente nós possamos trazer esse benefício para o estado de Goiás, tendo em vista que ele surgiu aqui.

 

Os números da economia estão melhorando. Isso significa que o país vai sair da recessão?

Eu acredito na recuperação da economia brasileira e acredito principalmente na força de trabalho do brasileiro. Nós já superamos crises muito mais graves e vamos superar essas dificuldades.

 

Com toda essa turbulência, o senhor acredita que ainda há espaço para discutir a Reforma da Previdência?

Eu tenho a impressão de que dificilmente conseguiremos votar a Reforma da Previdência ainda nesse mandato. E eu defendo que ela não seja votada agora. Ela deveria ser discutida no início de 2019, na próxima legislatura, para que seja mais legítima e tenha maior participação da população. A economia brasileira não vai quebrar até lá por causa da previdência e, para se fazer reformas profundas como essa, é preciso legitimidade, é preciso que o governo tenha o respaldo da sociedade.

 

Como o PPS está se articulando para a disputa de 2018?

O PPS é um partido presente em mais de 200 municípios goianos. Além dos prefeitos e vereadores, nós temos um deputado estadual, que é o deputado Virmondes Cruvinel, temos o meu mandato como deputado federal e eu espero que em 2018 nós possamos expandir os quadros do partido, mas aumentar principalmente a qualidade do debate. Não adianta ter um partido com muitos parlamentares se esses parlamentares não têm conteúdo. E eu queria aproveitar a oportunidade aqui para convidar a sociedade a discutir política. Nós precisamos fazer isso porque a política tem influência direta na vida das pessoas e o momento de se discutir é agora, no ambiente partidário. Nós temos o objetivo de construir um partido que seja plural, representativo e próximo da população. Eu não sou dono do partido. Ainda não é o momento de afunilar nomes para 2018 e nós ficaremos do lado da sociedade, depois desse momento de diálogo.

 

Que passos o senhor acha que serão necessários para consolidar um nome para governador e para os demais cargos majoritários da chapa?

Eu acho que nós temos que discutir um projeto e não pessoas. O projeto que nós temos hoje no governo do estado não foi construído por uma pessoa sozinha, mas por muitas mãos. As vagas devem ficar com os melhores pré-candidatos, com os mais preparados e que estejam mais conectados com população. Os nomes não podem ser retirados simplesmente da vontade de alguns dirigentes.

 

O que senhor pensa a respeito de Segurança Pública?

Eu gostaria de pontuar aqui que a Segurança Pública deve ser vista com uma amplitude maior do que aumento do efetivo policial. Segurança pública passa por questões sociais. Os maiores índices de violência estão nos locais com maior desigualdade social. O crime é mais presente onde há ausência da atuação do Estado. Não adianta você querer ter uma sociedade mais segura se você não tem condições de dar educação, cultura, lazer, esporte e oportunidade de trabalho para as pessoas. Nós precisamos ter condições de formar cidadãos e não bandidos.

 

O senhor está contente com o trabalho que vem sendo realizado na Agehab hoje?

A Agehab é uma casa técnica e precisa continuar a atuar de forma técnica. Não adianta pensar que será factível construir casas em todo o estado de Goiás se você não tiver um corpo técnico blindado. É uma prerrogativa do trabalho da Agehab. Eu tenho muito medo das tentativas de influência política porque isso desqualifica e desestimula as pessoas que estão ali para fazer um trabalho técnico. Eu deixei, entre construídas e contratadas, mais de 50 mil casas, devolvendo para a população os impostos que são pagos, justamente por trabalhar de forma técnica.

 

Há muitas pessoas que recebem casas populares e vendem os imóveis, de forma ilegal. Como o senhor vê isso?

Em todas as áreas da sociedade existem pessoas boas e ruins. Uma pessoa que recebe uma casa subsidiada, apesar de estarmos falando de recursos públicos, está retirando recursos de quem mais precisa. A pessoa que vende essa casa está cometendo um crime, o comércio desses imóveis é ilegal. E os vizinhos que tomarem conhecimento desse tipo de situação, que denunciem, para que essa casa seja retomada e destinada a quem realmente precisa. Porque se a pessoa vende a casa, é sinal de que ela não está precisando.

 

O número de desempregados hoje no Brasil chega a quase 14 milhões. Como estão sendo as discussões na Câmara em relação a esse problema?

O desemprego é fruto de uma política econômica desastrosa. Nós não podemos tirar a responsabilidade de quem gerou essa crise econômica. Nós precisamos buscar um caminho para sairmos dessa recessão. O Brasil precisa fazer algumas reformas, como foi feita a Reforma Trabalhista, para dar mais estabilidade econômica para que essas pessoas possam voltar para o mercado de trabalho.

 

O senhor está encontrando algum tipo de resistência por ser político nesse momento em que a classe política anda tão desacreditada?

Eu nunca tive dificuldade em me colocar como político ou como agente público. Eu venho de uma família que faz política séria há mais de 50 anos no estado de Goiás. E, na minha opinião, essa crise será boa para quem quer fazer política de forma correta. E, em 2018, nós teremos a oportunidade de renovar. A sociedade precisa saber escolher e não votar num candidato que só vai à sua cidade na véspera de eleição. A gente precisa ter agentes públicos conectados com a população. Esse é o desafio. Eu nunca tive vergonha de dizer que sou deputado federal. Apesar de todas as dificuldades que nós estamos passando, eu acredito que, na classe política, tem pessoas boas e pessoas que não fazem um bom trabalho, e tenho me esforçado para desenvolver um trabalho sério na Câmara Federal por Goiás e pelas pessoas do meu estado.

27 de julho de 2017 Marcos Abrão e Domingas Gouveia
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Marcos Abrão busca em Ministério recursos para comunidades quilombolas

O deputado federal Marcos Abrão (PPS) participou nesta terça-feira, 25, de audiência no Ministério das Cidades, em Brasília, com a secretária nacional de Habitação, Maria Henriqueta Alves, a presidente da Associação Quilombola Borges, de Uruaçu, Domingas Gouveia, e a presidente da Associação Quilombola São Félix, de Minaçu, Dita Carvalho. Na pauta, o pedido para aprovação do projeto e viabilização dos recursos para a construção de casas nos dois municípios do Norte Goiano.

 

“Fiz questão de trazer a Domingas e a Dita aqui no Ministério pelo trabalho sério que elas fazem pelas comunidades que representam e pelo nosso Estado. Acabamos de entregar casas em Uruaçu e queremos levar moradia digna também para Minaçu e Niquelândia. Estamos trabalhando juntos para acabar com essa mazela e levar moradia para aqueles que mais precisam”, destacou Marcos Abrão.

 

Segundo Domingas Gouveia, Goiás tem o maior território quilombola do Brasil e as associações têm desenvolvido um trabalho social e na área da Habitação para corresponder às demandas dessa comunidade. “Viemos a Brasília com o deputado Marcos Abrão, que é nosso parceiro, em busca de cidadania. Desde o início ele acreditou em nós e sempre nos ajudou, inclusive com a construção das 150 casas do Residencial Quilombola Borges. Nossa comunidade quilombola tem conquistado destaque por desenvolver um projeto de habitação para devolver dignidade para o povo, e essa parceria com o deputado tem sido fundamental pra gente atingir esse objetivo”, enfatizou Domingas.